Bêbado vagabundo
Onde estás agora
Nos braços que esteve ontem
Onde acoitarás amanhã
Nunca atenuarão suas dores
Nem serão seus amores
Andas por aí bacanal
Banalizando o amor
Com o toque carnal
Fodendo sem pudor
Mas o que sente é dor
Que queres de mim
Não sei assim lidar
Um conto sem fim
Não presta contar
Tente só imaginar
Sinto-me um cigarro
Traga-me seu trasgo
Outra vez pode ser
É o destino talvez
Essa cena outra vez
Só mais um trago
Só mais uma vez
Da próxima eu paro
Me apago e vou
Te esqueço, forçado!
(Luiza Amaral)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
7.1
"Eu puxo, puxo e puxo mais forte e não consigo respirar, todo o ar se esvaiu absorvido pela extensa linha cinza sem-fim da estrada; estou nadando num vácuo ansiando por oxigênio, mas eu puxo, puxo e puxo mais forte e não consigo respirar. não posso mais viver sem tê-lo em meus braços, depois de tê-lo tido. parti meu próprio coração. Esta dor de perambular pelas ruas da cidade sem coração é a maior de todas as dores da minha vida."
sábado, 24 de abril de 2010
07
Sua voz doce me chamando ainda ecoa pela casa. A batida do seu coração ainda está cravada nas minhas costas. sua respiração ofegante ainda é audível, mesmo com toda a distância. Você deve estar em algum lugar da Grande Metrópole a essa hora Talvez cansado para pensar, talvez cansando de pensar, ou só cansado. Você vai continuar vendo os mendigos como pessoas amáveis, ajudando um idoso na rua, vai sempre estar sendo o anjo para alguém.
Seu sorriso ainda está ao alcance da minha visão e seu abraço ainda me sufoca de amor e carinho.
Seus lábios tímidos e, quase imóveis, continuarão puros depois de me beijar. Aqui, eu vou continuar entoando "califórnia" e sentindo falta do seu tom. Procurando você pra oferecer um trago do nosso cigarro, de longe, vou continuar sendo seu maior amante.
Sua música doce e singular ainda toca pela casa, e a ausência preenche minha casa de sua lembrança. As suas mãos, ainda,vão estar presas às minhas.
Mas, ainda que longe, vamos continuar cantando mais um copo de você e embriagando-nos de nós mesmos. Vajando pelo mundo sem sair de casa
E você deve mesmo estar pensando, agora nessa Grande Metrópole. Nós estamos longe, mas estamos juntos, afastados, e não, separados. Mas com um quinto de nós.
Seu sorriso ainda está ao alcance da minha visão e seu abraço ainda me sufoca de amor e carinho.
Seus lábios tímidos e, quase imóveis, continuarão puros depois de me beijar. Aqui, eu vou continuar entoando "califórnia" e sentindo falta do seu tom. Procurando você pra oferecer um trago do nosso cigarro, de longe, vou continuar sendo seu maior amante.
Sua música doce e singular ainda toca pela casa, e a ausência preenche minha casa de sua lembrança. As suas mãos, ainda,vão estar presas às minhas.
Mas, ainda que longe, vamos continuar cantando mais um copo de você e embriagando-nos de nós mesmos. Vajando pelo mundo sem sair de casa
E você deve mesmo estar pensando, agora nessa Grande Metrópole. Nós estamos longe, mas estamos juntos, afastados, e não, separados. Mas com um quinto de nós.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
06
"Desde que eu possa acordar no meio da noite e te levar um copo com água e você volte a sonhar profundamente, como um anjo,e ao acordar, quero te servir uma bandeja com pães e café-com-leite, te colocar de pé e ouvir a água do chuveiro jorrar sobre a sua pele de algodão. Quero te ver sair pela porta, segurando uma toalha enxugando seu corpo, que é meu também. Quero falar besteiras ao pé do seu ouvido e discutir filosofia e poesia. Quero ver os seus lábios grandes se abrirem e você sorrir".
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