Para uma lágrima, o amanhã
Para o amanhã, um beijo
Para um beijo, um dia
Para um dia, um abraço
Para o abraço, o adeus
Para o adeus, o ontem
Para o ontem, felicidade
Para felicidade, tristeza
Para tristeza, uma marca
Para uma marca, uma história
Para uma história, um fim
Para um fim, uma música
Para a música, uma lembrança
Para a lembrança, um tempo
Para um tempo, um futuro
Para o futuro, uma icerteza
Para a incerteza, um risco
Para um risco, um acerto
Para o acerto, um erro
Para um erro, um recomeço
Para o recomeço, uma lágrima
Para a lágrima...
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
09
Queria eu ter a inocência de uma criança que vê em tudo a novidade. A sabedoria de um ancião para não me sentir sem esperanças diante do caos. Vezenquando um adolescente rebelde sem causa que procura diversão em perigo. Quem sabe um adulto pacato que pagante de impostos e pedante com uma família linda e crédito na praça. Ah, e então, um fanfarrão que não se lembra do nome de quem acabou de sair de meu quarto. Queria tanto! Como queria, talvez, ser eu mesmo e não querer fugir de mim".
segunda-feira, 3 de maio de 2010
08
Bêbado vagabundo
Onde estás agora
Nos braços que esteve ontem
Onde acoitarás amanhã
Nunca atenuarão suas dores
Nem serão seus amores
Andas por aí bacanal
Banalizando o amor
Com o toque carnal
Fodendo sem pudor
Mas o que sente é dor
Que queres de mim
Não sei assim lidar
Um conto sem fim
Não presta contar
Tente só imaginar
Sinto-me um cigarro
Traga-me seu trasgo
Outra vez pode ser
É o destino talvez
Essa cena outra vez
Só mais um trago
Só mais uma vez
Da próxima eu paro
Me apago e vou
Te esqueço, forçado!
(Luiza Amaral)
Onde estás agora
Nos braços que esteve ontem
Onde acoitarás amanhã
Nunca atenuarão suas dores
Nem serão seus amores
Andas por aí bacanal
Banalizando o amor
Com o toque carnal
Fodendo sem pudor
Mas o que sente é dor
Que queres de mim
Não sei assim lidar
Um conto sem fim
Não presta contar
Tente só imaginar
Sinto-me um cigarro
Traga-me seu trasgo
Outra vez pode ser
É o destino talvez
Essa cena outra vez
Só mais um trago
Só mais uma vez
Da próxima eu paro
Me apago e vou
Te esqueço, forçado!
(Luiza Amaral)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
7.1
"Eu puxo, puxo e puxo mais forte e não consigo respirar, todo o ar se esvaiu absorvido pela extensa linha cinza sem-fim da estrada; estou nadando num vácuo ansiando por oxigênio, mas eu puxo, puxo e puxo mais forte e não consigo respirar. não posso mais viver sem tê-lo em meus braços, depois de tê-lo tido. parti meu próprio coração. Esta dor de perambular pelas ruas da cidade sem coração é a maior de todas as dores da minha vida."
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