O suor que brota da pele que rela, repele
pela tanto e cala na calada do dia, disfarça
o sorriso que exala escárnio, mostra
de mostra, demonstra quando não há, ah...
o segredo que está na omissão, mentira
me tira, tira de todo, um quase louco, tiro
me segue, segurando, soltando, me sangra
angra cercada de aragem de praia, areia
agua seca e pega na mão e terra, parece
par esse tão ímpar, tão... só e são, em par
permeia o sangue que reluta estancar
e, assim, (ex)vão par s-em ar
Gabriel Teodoro
Júlia de Mello
Júlia Teodoro
Gabriel de Mello
sábado, 7 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
13
Sei que você não vai querer ler isso, mas vai acabar lendo. Sei também que você vai ficar bravo comigo; mas sei que você precisa saber de tudo. Eu vou embora, meu amor, eu vou te deixar e é porque eu quis. É porque eu sou egoísta e é porque eu preciso ter outros amores.
Estou partindo amanhã ou depois. Sei que vou e não sei quando volto; mas, querido, preste atenção: você não foi em vão! você foi aprendizado, vivência e bem-querer durante todo o tempo que passamos juntos. No juízo final que diferença farão nossas míseras horas juntos frente as outras horas com meus amores proibidos? Um dia tudo se iguala, mas enquanto isso não acontece eu continuo pensando em você como minha maior paixão "temporinha." E quando você estiver olhando pro horizonte e me ver sumindo, sumindo e quase dando a volta no nosso mundo, pense que eu estarei lembrando, relembrando e revivendo, em minha lembrança, os mesmos olhares, gestos e beijos. Noventa anos passarão e seus beijos não.
E chego ao fim dessa minha retratação, parecendo um canalha, mas no fundo sou humano, amor. Humano que carrega aquele gostinho de satisfação, de missão cumprida, de página virada. E isso pode tanto significar o fim, mas também um começo. A vida é muito cruel, meu anjo, se você não ver um lado bom pra cada rasteira que ela nos dá, morrerá de depressão e não fará ninguém feliz.
você não é a primeira que deixo, pelas circunstâncias da vida, e não vai ser a última. Pode não parecer, mas as cosas pra mim são mais difíceis, eu sou muito frágil, muito sensível, logo, teorizo tudo e, ao ganhar uma pessoa, já vou pensando em um jeito de perdê-la ou deixá-la. Vou sofrendo aos pouquinhos porque acho melhor a sofrer tudo quando você virar as costas e for embora. Ainda vai doer mais do que agora, mas menos que depois de um dia, dois, três e assim por diante.
Estou partindo amanhã ou depois. Sei que vou e não sei quando volto; mas, querido, preste atenção: você não foi em vão! você foi aprendizado, vivência e bem-querer durante todo o tempo que passamos juntos. No juízo final que diferença farão nossas míseras horas juntos frente as outras horas com meus amores proibidos? Um dia tudo se iguala, mas enquanto isso não acontece eu continuo pensando em você como minha maior paixão "temporinha." E quando você estiver olhando pro horizonte e me ver sumindo, sumindo e quase dando a volta no nosso mundo, pense que eu estarei lembrando, relembrando e revivendo, em minha lembrança, os mesmos olhares, gestos e beijos. Noventa anos passarão e seus beijos não.
E chego ao fim dessa minha retratação, parecendo um canalha, mas no fundo sou humano, amor. Humano que carrega aquele gostinho de satisfação, de missão cumprida, de página virada. E isso pode tanto significar o fim, mas também um começo. A vida é muito cruel, meu anjo, se você não ver um lado bom pra cada rasteira que ela nos dá, morrerá de depressão e não fará ninguém feliz.
você não é a primeira que deixo, pelas circunstâncias da vida, e não vai ser a última. Pode não parecer, mas as cosas pra mim são mais difíceis, eu sou muito frágil, muito sensível, logo, teorizo tudo e, ao ganhar uma pessoa, já vou pensando em um jeito de perdê-la ou deixá-la. Vou sofrendo aos pouquinhos porque acho melhor a sofrer tudo quando você virar as costas e for embora. Ainda vai doer mais do que agora, mas menos que depois de um dia, dois, três e assim por diante.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
12
Na esperança de dias melhores partiu meu amor
O pássaro grande que carrega gente, o levou
O futuro brilhante que espero de ti, meu amor
pode chegar por sedex, buscá-lo eu vou!
Um ano já se passou e meu coração se esvaiu em dor
Secaram as folhas verdes do chapéu que você levou
Secaram até as lágrimas derramadas por ti, meu amor
O futuro brilhante que esperei de ti jamais chegou
Quero que entenda minha posição, meu senhor
Quero que me entenda bem e explicar-lhe, eu vou
Como pode, eu, senhora casada precisada de amor
Que não chegue a pensar que seu amor por mim se acabou?
Evitando sofrer e de amor até morrer
Minha mão ao seu irmão eu tive que ceder
Uma vontade, um beijo, um desejo. Eu dei!
Me perdoe amor, se me apaixonei eu já não sei
Mas quero que saiba e entenda, ó meu bem
Que há até males que vem para um bem
Te escrevo com amor no coração: dinheiro a gente já tem
O brilhante que você me prometeu já pode ser dado a outro alguém.
O pássaro grande que carrega gente, o levou
O futuro brilhante que espero de ti, meu amor
pode chegar por sedex, buscá-lo eu vou!
Um ano já se passou e meu coração se esvaiu em dor
Secaram as folhas verdes do chapéu que você levou
Secaram até as lágrimas derramadas por ti, meu amor
O futuro brilhante que esperei de ti jamais chegou
Quero que entenda minha posição, meu senhor
Quero que me entenda bem e explicar-lhe, eu vou
Como pode, eu, senhora casada precisada de amor
Que não chegue a pensar que seu amor por mim se acabou?
Evitando sofrer e de amor até morrer
Minha mão ao seu irmão eu tive que ceder
Uma vontade, um beijo, um desejo. Eu dei!
Me perdoe amor, se me apaixonei eu já não sei
Mas quero que saiba e entenda, ó meu bem
Que há até males que vem para um bem
Te escrevo com amor no coração: dinheiro a gente já tem
O brilhante que você me prometeu já pode ser dado a outro alguém.
11
Ela passa na praça que olha por ela
Caminha serena na praça, a pequena
O sorvete que leva derrete-se ao sol
que queima sua pele e se derrete em sal
Ela olha pra praça com os olhos nela
O batom se apaga e atenua o tom
do vermelho do pano vestindo, a pequena
Sua alma é quente e sua pele morena
O padre passando pregando então peca
O marido fiel barganhando despenca
A beata, que santa não é, de inveja se aperta
aos sete ventos abomina e com a alma admira
O sol que a ilumina queima suas melenas
O sorvete que derrete é o leite das crianças
O pano que veste sua pele é chita, apenas
E o olhar brilhando ao futuro, de esperança
Os ventos que batem não atingem lucena
A morena que bate no vento se vai
É mãe mulher é fera é Helena
Segue vendendo sorvete, a pequena
Caminha serena na praça, a pequena
O sorvete que leva derrete-se ao sol
que queima sua pele e se derrete em sal
Ela olha pra praça com os olhos nela
O batom se apaga e atenua o tom
do vermelho do pano vestindo, a pequena
Sua alma é quente e sua pele morena
O padre passando pregando então peca
O marido fiel barganhando despenca
A beata, que santa não é, de inveja se aperta
aos sete ventos abomina e com a alma admira
O sol que a ilumina queima suas melenas
O sorvete que derrete é o leite das crianças
O pano que veste sua pele é chita, apenas
E o olhar brilhando ao futuro, de esperança
Os ventos que batem não atingem lucena
A morena que bate no vento se vai
É mãe mulher é fera é Helena
Segue vendendo sorvete, a pequena
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